sábado, 19 de novembro de 2011

Que Beleza!

QUE BELEZA É SENTIR A NATUREZA,
TER CERTEZA PARA ONDE VAI E DE ONDE VEM.
QUE BELEZA É VIR DA PUREZA, 
E SEM MEDO DISTINGUIR O MAL E O BEM.

sábio Tim Maia.

 Confesso que depois desses olhares que troquei com esses seres, senti-me feliz. O ser humano ainda que tenha esse complexo de superioridade, é mais um animal dessa natureza, que mesmo mal tratada, é feliz.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Somos animais

Somos animais dotados de racionalidade
mas ainda somos animais.

Pensamos, conjecturamos, indagamos,
mas ainda somos animais.

Fazemos guerra, armada ou não,
dominamos, mal tratamos, 
mas ainda somos animais.

A eternidade para nós não existe, 
e não existe também a divinização.

O que existe é uma vida material,
com segundos, horas e dias contados.

Esta vida serve para uma única coisa: 
sabermos que não passamos de 
animais.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Eterno Devir - Como Heráclito está certo ao som de Raul Seixas

Estava verificando postagens antigas, a fim de rever quem fui um dia. Percebi que um furacão passou por mim e levou o velho embora, trazendo o novo - o meu eu está reformado.

Heráclito, grande mestre pré-socrático, já falava do devir, aquilo que transforma tudo e todos ininterruptamente  e sem o qual as coisas não existiriam. No mesmo rio não se pode entrar duas vezes, e nem você será o mesmo ao entrar nele de novo. Tudo está sujeito a esse devir, seja pela ação do tempo que carcome com a ferrugem os objetos a ela sujeitos, seja pelo uso que transforma o novo em velho, seja pela experiência que transforma o indivíduo.

Reencontrei com meu eu de um ano atrás e este de agora ficou surpreso... o eu antigo era criativo, brincava com as ideias que surgiam da solidão que as pessoas lhe proporcionavam. Estava rodeada de pessoas e no entanto reclamava da solidão, do vazio; tinha vícios e os achava convenientes para mim - acreditava ser deles todos, e esses vícios eram a minha companhia. Eles me deram pouco para o tanto que eu dei a eles, e o pouco que me deram não restou nada - só a vontade de tê-los inutilmente.

Transformada pelo devir, o meu eu de agora deu Adeus aos vícios, aprendeu muito com eles - e não é porque se aprende com algo que é preciso permanecer com ele. Deixei-os ir como se deixa uma flor murcha ser levada pela correnteza do rio, para que ele leve o velho e traga o novo. Também dei Adeus às companhias que me enchiam de solidão, para ficar com aquelas com as quais posso compartilhar algo verdadeiro - o muito é nada e o pouco, muito. E dei Adeus à vida de menina para tornar-me mulher, e o maior veículo desta mudança está sendo a maternidade, uma contínua força que transforma de dentro para fora, que trás vida e força ao que antes era fraco e pálido.

E ao termo de minha autoanálise retrospectiva, senti a presença do nobre filósofo e vi o que Heráclito queria dizer com o devir... e a reforma que me referi no início não é a única, mas a primeira de muitas que virão. Até o querido Raul passou por aqui, querendo dizer que preferia ser essa metamorfose ambulante - é o resumo do que é o ser humano.

domingo, 9 de outubro de 2011

C U L T U R A

O reino vegetal produz alimento para os demais seres vivos. Ele usufrui da luz solar para o fabrico de seu próprio alimento e alimentando-se cresce, desenvolve-se e gera as suas sementes... as flores proporcionam a moldura da natureza, o alimento para os insetos; outros vegetais alimentam o reino animal.

Os animais produzem alimento para os seus, enquanto usufrui dos vegetais - seu alimento. O leite é um produto animal; a pele é um produto animal, sua carne também, e são usufruídas por um outro tipo de animal, que não produz nenhum alimento de si mesmo. Esse animal é o ser humano. 

O ser humano alimenta-se do vegetal, e também do animal (alguns preferem isentar-se de se alimentar do animal). Está no topo da cadeia alimentar por possuir algo que os demais animais não possuem. É pelo raciocínio que o ser humano acredita dominar o mundo, e ainda que quase ninguém dê importância hoje, é o raciocínio que produz o alimento para o próprio ser humano. 

No entanto este raciocínio não alimenta o corpo, mas sim o espírito humano - entenda-se espírito como a inteligência. É a CULTURA o alimento da inteligência, e este alimento, produto do raciocínio, parou de ser produzido em larga escala... é que agora o ser humano não deseja mais nutrir sua inteligência, somente o corpo. Restam alguns que precisam desse alimento, mas são poucos. Outros atrofiam a inteligência alimentando-se mal culturalmente - é a cultura industrializada, vendida em pacotinhos.

Se o ser humano não produzir mais Cultura, o seu único produto, o que será dele? 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Outro espaço!

Olá galera do meu coração. Venho aqui convidar aqueles que já seguem este empoeirado blog, bem como aqueles que se quer sabem de sua existência, a visitar um outro espaço que fiz especialmente para rasgar o verbo, ou melhor, o sutiã. Mas calma, que não há nada de discurso feminista "quero ser homem". É na verdade o posicionamento da mulher, enquanto mulher mesmo, que não deseja e se quer pensou na possibilidade de ser homem.
É o grito da mulher em busca de seu espaço social, de respeito e contra os preconceitos que ainda nos escravizam (pobre de quem pensa que a mulher hoje conquistou o seu espaço... está longe disso, mas conseguiram enganar a maioria delas).
Por isso convido, sem escolha de gênero - uma vez que isso seria contra a minha proposta e minha ideologia - que venham conferir o conteúdo deste novo e ácido blog, que possui um título bem excêntrico: RASGANDO O SUTIÃ - rasgandoosutia.blogspot.com
Obrigada e Abraço a todos!

domingo, 18 de setembro de 2011

Ditadura

Com o golpe militar, foi suspendida a Constituição de 1946. Só para salientar, esta última fora elaborada por pessoas de nível cultural notável, e considerada avançada para a época... já a constituição de 1967 - que, fora outorgada, diga-se de passagem - volta às origens medievais de opressão e truculência...

A Constituição de 1946 contava com juristas, sociólogos, historiadores e outros intelectuais, de Minas, Bahia, Pernambuco e  Maranhão - entre outros. Já a constituição de 1967, fora elaborada por militares, ou melhor, o poder EXECUTIVO, aquele que executava...

... e executou. Muita gente.

sábado, 17 de setembro de 2011

Acerca da gravidez

A mulher mudou completamente sua postura acerca da maternidade. Ter filhos é considerado, muitas vezes como um entrave à existência.

Entretanto, ao gestar um filho, aos poucos nasce a mãe que estava dentro. Ao mesmo tempo em que o corpo da mulher se adapta para acomodar o bebê, a sua vida também ganha espaço para ele. E digo "ganha", porque a mulher nada perde ao ser mãe, ainda que algumas mulheres pensem assim. A sua vida, ganha espaço, pois além de ser alguém, ela cuida de outro. Ela não deixa de ser para ser para o outro. Isso é arcaico, é ser mãe ao contrário.
Seu filho, aos poucos, nasce dentro dela, como um amor incondicional. Mesmo naquelas que, no primeiro momento rejeitaram a ideia de ser mãe, o amor vem, naturalmente.

Alguns dirão que é instinto, fazendo sempre uma leitura cientificista da coisa, mas não é para eles que estou escrevendo isso. O que significa tudo isso não é explicável única e exclusivamente pela ciência. É única e exclusivamente subjetivo.

E claro, haverá aquelas em que nada do escrito acima importa... Aí é um problema intelectual, e não com a maternidade em si. Somente aquela mulher ignorante o suficiente permanecerá obtusa desta maneira diante da maternidade. Para existir uma mãe de verdade, precisa haver na mulher a capacidade de abstração, de entendimento que não se encontra nos livros. Os livros são sim as portas para isso, mas essa capacidade é da mulher, enquanto ser pensante. Caso contrário, a maternidade torna-se um fardo mesmo.