sábado, 9 de agosto de 2008

Até onde vai a estupidez humana - part III - As aparências.

O culto que a sociedade moderna tem sobre a aparência é tanto que deixam de ver para somenter enxergar, e se contentam com isso. A única coisa que importa é o visível, que é passível de críticas, sendo assim mascaram cada vez mais aquilo que é superficial, subordinando a essência à mera aparência.

Pintar montanhas de verde para "parecerem" árvores, pintar as folhas das ávores de verde para "parecerem" ser mais verdes - perfeccionismo patético e descartável - escondendo o descaso dispensado à natureza não resolve problemas, apenas os tornam cada vez mais visíveis, o que denuncia uma sociedade completamente fútil e vaidosa. Nesse caso falamos da vaidade no seu sentido mais banal, e não àquela que é benéfica. Diante desses fatos vergonhosos vemos que o homem tem uma capacidade imensa de ser estúpido, corrompendo algo que sendo natural é livre desses artifícios tipicamente humanos. Mesmo se o verde das árvores fosse desbotado é belo pelo simples fato de existir, pois é independente de estética.

Não podemos deixar que nos tornemos seres plastificados, mascarados e fúteis. Não podemos nos esquecer que antes de mais nada temos caráter, que antes de olhar para um rostinho bonito tente perceber se não é um artifício para esconder os defeitos, pois a beleza fica completamente comprometida com um "nois vai", "a gente fomos", "seje feliz", "o pobrema é meu", e assim por diante. (Não pude conter meu senso de humor!!!). Sejamos mais sinceros, seja o que for não mascare, não mude. Não se deixe levar por essa febre que é a indústria da aparência.

Um comentário:

Camponês disse...

Compraremos flores de plástico, elas nunca morrem, compraremos árvores de plásticos e talvez até um mundo de plástico assim ele não acaba e tomaremos aguá de plástico e mataremos nossa sede de plástico, colocaremos metal e concreto por toda natureza para a beleza e um pouco de fumaça para que o ar fique colorido... vamos criar a belesa irreal e que sabe nos tornare-mos mais felizes...

Legal, gostei...